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Seus funcionários estão preparados para a transformação digital?

Seus funcionários estão preparados para a transformação digital?

 

“O desenho animado dos Jetsons, um dos grandes sucessos do estúdio Hanna-Barbera nos anos 1960, foi bastante feliz em algumas de suas projeções futuristas. Entre elas, por exemplo, os módulos de carros voadores, cujos protótipos já são realidade, e a execução de tarefas por robôs – no caso, a máquina é Rose, a empregada doméstica da família.

No entanto, os roteiristas da animação erraram feio ao predizer a relação de George Jetson com seu chefe, o temperamental sr. Spacely. Autoritário, o homem vive ameaçando demitir o pai da família e, vez ou outra, lhe acena com uma promoção que o leve a patamares mais elevados na organização – tudo de maneira muito arcaica. Se levarmos em conta os movimentos atuais nas relações de trabalho, pode-se dizer que essa faceta do desenho dos Jetsons está mais para Flinstones.

Uma série de mudanças relacionadas aos processos de produção e de gestão no meio corporativo e à velocidade com que novas tecnologias são incorporadas pelas empresas tem provocado também alterações nas competências requeridas dos profissionais e no modo como suas carreiras se desenvolvem.

Desse modo, só sobrevivem, ou, mais que isso, crescem nesse novo cenário de concorrência de mercado as organizações e os indivíduos devidamente preparados para “pegar as ondas” da transformação.

Os avanços tecnológicos exercem papel fundamental nesses movimentos da maré. Com eles, determinadas tarefas são automatizadas, passando a ser realizadas por dispositivos robóticos. Funções e cargos, assim, precisam ser reinventados de acordo com a demanda por novas habilidades.

 

Profissional híbrido

Essas transformações exigem que esse trabalhador seja capaz de se movimentar por meio de diferentes áreas da organização. Assim, perfis mais estanques como o do profissional de finanças ou o de recursos humanos passam a dar lugar a uma descrição mais ampla de qualificação: cada vez mais as corporações necessitam de perfis híbridos, que transitem bem entre os diversos departamentos organizacionais e compreendam o negócio de uma maneira muito mais holística.

Esses novos parâmetros, inclusive, impactam a própria conceituação do desenvolvimento de carreira.

 

O processo de avaliação de desempenho dos profissionais na empresa, por sua vez, segue um protocolo batizado de “Cinco Conversas”. Ao longo do ano, os líderes devem efetivar, no mínimo, cinco encontros com os integrantes de suas equipes para balizar, acompanhar e rever as rotas de desenvolvimento dessas pessoas. “Cinco é uma quantidade mínima”, destaca Rhinow. “A ideia é que essas conversas ocorram de maneira efetiva no cotidiano com uma frequência cada vez maior.”

Nelas, os funcionários discutem com os líderes seus objetivos e expectativas em relação ao trabalho, e, em contrapartida, ficam sabendo com clareza sobre aquilo que se espera deles. Nesse cenário de fluxo transparente de informações, os profissionais podem mirar caminhos em direções variadas, visando a oportunidades em diferentes áreas, segmentos de negócio do grupo – bens de consumo, área médica ou farmacêutica – ou mesmo em outros países. Em paralelo, a multinacional disponibiliza cursos e materiais de capacitação internos; quando necessário, também recorre a auxílio externo nesse sentido.

 

O futuro do trabalho muito se pauta pela diversidade e pela inclusão. Pressões sociais estabelecem a necessidade de as empresas contemplarem questões ligadas a etnias, gênero e faixas etárias. Fatores como o envelhecimento da população e a maior longevidade da atuação profissional dos indivíduos requerem o preparo das corporações para alocar essa força produtiva em seus quadros, lembrando que essa alocação pede o estabelecimento de políticas que facilitem o convívio entre gerações distintas.

Em face de tantas transformações nos meios corporativos, é possível dizer que o futuro do trabalho já é seu presente. Nesse contexto, pode-se afirmar também que, se fossem lançar uma versão atualizada dos Jetsons, o estúdio Hanna-Barbera teria de rever profundamente o perfil de sr. Spaceley e os moldes de sua relação com George Jetson.”

 


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