PLANO DE NEGOCIO

Plano de negócio é o primeiro passo para empreender

 

Para abrir um pequeno negócio, não basta uma boa ideia, é preciso planejamento, busca de informações e ajuda de especialistas

Atualmente, pelo menos 48 milhões de pessoas com idade entre 18 e 64 estão envolvidas em um pequeno negócio no Brasil e a expectativa é de que até o final de 2019, serão pelo menos 17,7 milhões de micro e pequenas empresas no país. Segundo a pesquisa GEM/2018, ter seu próprio empreendimento é o quarto sonho dos brasileiros. Mas, para que isso aconteça, uma boa ideia não basta. É preciso, antes de tudo, fazer um planejamento detalhado, que é o plano de negócio, instrumento ideal para pensar cuidadosamente cada uma das etapas que antecedem a abertura ou expansão da empresa e a própria viabilidade do empreendimento.

O plano de negócios é quem vai dar a segurança necessária ao empreendedor para que ele tenha êxito na criação ou ampliação do negócio ou até na promoção de inovações. Será por meio dele que o futuro empresário vai verificar a viabilidade de sua ideia e buscar informações mais detalhadas sobre o ramo de negócio em que ele pretende investir, além dos produtos e serviços que irá oferecer, quem serão seus clientes, seus concorrentes e fornecedores. É também na formatação do plano de negócio que o empresário vai identificar os pontos fortes e fracos do seu negócio. Ao final, o plano vai ajudar o empreendedor ou futuro empresário a avaliar se vale a pena abrir, manter ou ampliar o empreendimento.

Foi o que fizeram Samar e o marido Nijed Semann, antes de começar a comercializar a pasta de alho “Oh my garlic”, no Distrito Federal. No começo, restrito ao restaurante da família, o produto era bastante apreciado pela freguesia, o que levou o casal a pensar em entrar no mercado de Brasília. “Fizemos um plano de negócio bem elaborado com a ajuda do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), pesquisamos preços e conversamos com consumidores”, afirma a empresária, explicando as medidas tomadas antes de começar a vender a pasta em grande escala.

“A proposta básica do plano de negócios é que ele seja uma bússola para mostrar o caminho que o empreendedor vai tomar”, afirma o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Enio Pinto. Ele explica que, em primeiro lugar, é preciso construir um roteiro e definir em qual segmento a empresa irá atuar, seja no comércio, serviços ou indústria. Depois, é necessário sair a campo para buscar informações, por meio de consultores do Sebrae, que fazem o atendimento gratuitamente, ou de profissionais que já atuam no ramo desejado pelo futuro empresário. Em seguida, conforme Enio, é preciso fazer uma autoavaliação para definir quem ficará à frente do negócio.

O conhecimento sobre o mercado um aspecto extremamente relevante no plano de negócio, comenta o especialista. “Isso envolve uma análise cuidadosa sobre o fornecedor, a concorrência e o consumidor”, explica Enio. “O empreendedor tem que saber se quem vai fornecer os insumos tem qualidade, quais serão seus principais concorrentes e quem é o seu cliente potencial, definindo o perfil e o quantitativo do público-alvo”, acrescenta. Além disso, outro fator crucial no planejamento do negócio é a questão financeira. O futuro empresário precisa saber quanto vai precisar para investir no empreendimento e de onde vai tirar os recursos, bem como avaliar se a margem de lucro será suficiente para a saúde do negócio.

“O Sebrae conta com um curso online – Iniciando um Pequeno Grande Negócio(IPGN) – que tem o objetivo de qualificar o empresário para fazer seu plano de negócio, e que pode ser realizado de forma presencial ou por meio da internet”, observa Enio. Ele ressalta que, após isso, o empreendedor poderá fazer o Empretec, uma metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que busca desenvolver características de comportamento empreendedor, bem como identificar novas oportunidades de negócios. O método no Brasil é realizado pelo Sebrae desde 1993.

Os principais passos para se fazer um plano de negócio
Procure definir os objetivos do negócio
Quais os principais produtos e/ou serviços
Quem serão seus principais clientes
Onde será localizada a empresa
O montante de capital a ser investido
Qual será o faturamento mensal
Que lucro espera obter do negócio
Em quanto tempo espera que o capital investido retorne

 

Diferença da contabilidade financeira para a gerencial

 Diferença da contabilidade financeira para a gerencial!

 

Quando se fala em contabilidade, tanto contabilidade financeira quanto gerencial, muita gente pensa apenas nos registros, notas e planilhas que uma empresa precisa ter para prestar contas ao governo. Engana-se quem pensa assim.

Contabilidade é a ciência que analisa as movimentações no patrimônio de uma empresa. O resultado dessa análise é traduzido em informações e relatórios, que são entregues aos interessados em saber sobre o andamento do negócio.

Isso significa que a contabilidade não se limita ao que precisa ser apresentado externamente — para o governo, por exemplo. Ela também tem um papel estratégico internamente, para a própria organização, por revelar o desempenho da empresa e ajudar na tomada de decisões.

Portanto, essa área pode ter duas ramificações: a contabilidade financeira (externa) e a contabilidade gerencial (interna). Quer entender melhor o que é cada uma e quais são as diferenças entre elas? Então, acompanhe este post agora:

O que é contabilidade financeira?

A contabilidade financeira é voltada para fins externos. As informações contábeis são apresentadas para agentes de fora da empresa, por exemplo:

●Instituiçõesfinanceiras;
●Governo;
●Acionistas;
●Investidores;
● Fornecedores.

Cada um desses agentes utiliza as informações para a sua finalidade, como a fiscalização pelo governo ou a análise de desempenho pelos investidores e acionistas. Porém, todos os relatórios seguem um padrão, que é regulamentado por normas legais e entidades de classe, de maneira que os dados contábeis sejam transparentes e confiáveis.

A contabilidade financeira baseia-se principalmente em três relatórios: Balanço Patrimonial, Demonstrativo de Resultados de Exercício (DRE) e Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC). Eles revelam aos interessados a saúde da empresa em termos econômicos, financeiros e patrimoniais.

O que é contabilidade gerencial?

Também chamada de contabilidade de gestão (do inglês Management Accounting), a contabilidade gerencial é voltada para dentro da empresa. Portanto, as informações contábeis são prestadas a agentes internos, como:

●Gestores;
●Sócios;
● Colaboradores.

Diferentemente da contabilidade financeira, os relatórios não precisam seguir requisitos legais, pois seu uso será estritamente interno.

Então, o formato e a periodicidade em que são elaborados seguem apenas os objetivos dos gestores, que precisam compreender e interpretar as informações para ajudar na tomada de decisões estratégicas para a empresa.

Portanto, a contabilidade gerencial não se limita ao cálculo e registro de dados contábeis. Ela é responsável também por direcionar as estratégias futuras e melhorar, por exemplo, a gestão de custos, a definição de preços e o uso de recursos financeiros.

Quais são as diferenças entre contabilidade financeira e contabilidade gerencial?

Embora exista uma separação entre contabilidade financeira e gerencial, as informações contábeis que são apresentadas externamente também podem ser usadas para fins internos. Portanto, existe uma intersecção entre elas, não uma separação completa.

Apesar disso, existem diferenças claras entre a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial. Vamos ver agora as principais:

Finalidade

Esta é a grande diferença: a contabilidade financeira é voltada para fora, com o objetivo de prestar informações a agentes externos; já a gerencial é voltada para dentro, munindo os gestores e colaboradores com relatórios que ajudem a melhorar o desempenho da empresa.

Requisitos legais e princípios de contabilidade

A contabilidade financeira precisa seguir requisitos legais e cumprir os princípios de contabilidade para transmitir confiabilidade. Enquanto isso, a contabilidade de gestão não precisa seguir regra alguma — tudo vai depender da preferência dos gestores de cada empresa. Apesar disso, é comum seguir os mesmos preceitos da contabilidade financeira.

Enfoque temporal

Enquanto a contabilidade financeira é voltada para o passado — pois apresenta as movimentações dentro de um período de tempo específico —, a gerencial apenas utiliza o histórico contábil para projetar o futuro da empresa, que é o seu papel principal. Para isso, os relatórios devem ser claros e objetivos para embasar as decisões dos gestores.

Obrigatoriedade

A contabilidade financeira é obrigatória. As informações sobre a situação patrimonial, fluxo de caixa e resultados do exercício devem ser publicadas e auditadas. Já a contabilidade gerencial é apenas uma ferramenta administrativa. Sua existência depende da necessidade de cada empresa.

Periodicidade

Os relatórios de Balanço Patrimonial, DRE e DFC devem ser apresentados anualmente, conforme a lei. É comum, porém, que eles sejam elaborados também mensalmente para fins administrativos. A contabilidade gerencial, então, não tem uma periodicidade obrigatória, embora as empresas costumam adotar controles mensais.

Há algumas divergências quanto à separação entre contabilidade financeira e gerencial. Para alguns, a segunda é apenas uma continuidade da primeira, já que se utiliza das mesmas informações, porém, em outros formatos e com outros objetivos. Para outros, no entanto, há uma separação clara entre contabilidade financeira e gerencial, baseada nas diferenças que apresentamos neste post.

Mais importante é perceber a importância de cada área para a empresa, independentemente se são vistas como avulsas ou não. A contabilidade financeira é essencial para manter as demonstrações em dia, e a gerencial ajuda a organização a criar melhores estratégias e tomar melhores decisões.

Preocupado com as estratégias de contabilidade do seu negócio?

MIGRE SUA CONTABILIDADE PARA O CONTADOR CERTO?

Entendeu as diferenças entre contabilidade financeira e gerencial?